Domingo, 15 de Setembro de 2013

Mais um ano se passou!..

 

[Janis Ian]

... E já fiz o primeiro ano de Mestrado em Ciências da Comunicação com média de 15, 75 valores! {#emotions_dlg.happy} Agora só falta decidir o tema para a minha dissertação e isso não está nada fácil! Até já pensei em desistir, mas também não empregos na minha área!... Mas como ficarei muito tempo sem fazer nada estou a pensar em voluntariar-me para trabalhar na biblioteca municipal, pois adoro livros. A ver se me aceitam...

 

Em relação às tais amizades anteriores, não há novos desenvolvimentos. Continuámos ex-amigas e continuaremos a sê-lo, e ainda bem, porque eu posso tê-las desiludido, mas elas também me desiludiram, e muito. Descobri que não eram tão minhas amigas assim e que já se queriam ver livres de mim há muito tempo e aproveitaram para acabar tudo e colocar as culpas todas em mim para eu me definhar com os remorsos. Mas não interessa, pois, apesar de ainda não ter superado essa perda e essa desilusão, reencontrei-me com uma amiga dos tempos de adolescência e com ela fiz novas amizades! {#emotions_dlg.default}E foi graças a elas que fui pela primeira vez na minha vida, aos 22 anos, a um festival de música, onde acampei e tudo! E graças a elas também saio mais vezes de casa! Enfim, amizades boas, espero não perdê-las também...  {#emotions_dlg.sidemouth} Mas as tais 'amizades' ensinaram-me certas coisas, erros, que não devo cometer. Pelo menos aprendi algo precioso para a minha vida. Pode até parecer estranho uma pessoa da minha idade não saber certas coisas tão 'óbvias' em relação à amizade, mas eu só comecei verdadeiramente a conviver com seres humanos por volta dos meus 19 anos, por isso ainda sou muito 'verdinha' no que toca à interacção entre seres humanos...

 

Nas minhas férias fui ter com a minha família. E os meus laços com os meus primos estreitaram-se de uma forma que nunca tinha ocorrido antes! Éramos tão distantes devido às nossas diferenças de idades e por causa do meu temperamento 'anti-social'... Mas eu mudei um pouco, mas mudei! Comecei a cuidar mais da minha imagem, a ser mais vaidosa, comecei a ver-me como uma mulher bonita, ao invés da imagem de rapariga feia que tinha de mim até então! Mas ainda não estou satisfeita, principalmente com o meu corpo... Quero emagrecer, e por isso comecei a fazer exercício físico - com muito esforço e frete - pois detesto exercício físico, {#emotions_dlg.tongue} e também já marquei uma consulta com o nutricionista.

Quero sentir-me ainda mais bonita e isso passa por um corpo mais magro e torneado, mas tudo de forma saudável, pois prezo demais a minha saúde e o meu bem-estar! Contudo, os meus problemas com a ansiedade e com a depressão mantêm-se... E às vezes dou por mim a querer desistir de tudo, mas há uma voz dentro de mim que me diz para enxugar as lágrimas e erguer-me. Mas por vezes o medo e o sofrimento falam mais alto... {#emotions_dlg.sad} Tudo muito complicado!... Tenho uma vida de sorte, mas esta depressão não me deixa curti-la e isso faz-me sofrer. Tenho tanto medo de ser assim para o resto da minha vida, mas tanto, tanto! Tenho medo de que a depressão me vença e que eu perca a batalha...

Mas espero que novos dias virão com mais brilho, brilho esse que me permita ver a saída deste abismo onde me encontro... {#emotions_dlg.sol}

 

 

Em baixo, coloco uma música do Boss Ac com a Mariza que fala sobre a depressão. Sempre que a ouço não consigo evitar as lágrimas...

 

 

sinto-me:
música: Ao pé de mim (vem repousar) - Quinta do Bill

Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

Como superar uma amizade perdida

 

Olá, como já devem saber no post anterior disse que perdera as minhas amigas da universidade por intrigas e mal-entendidos. Não estou a dizer que sou inocente, pois tive, sem dúvida, culpa no cartório. Só sei que as perdi para sempre, amizades que me preenchiam e coloriam mais a minha vida! Mas como sempre arruinei tudo e estou para aqui sozinha, sem amizades nenhumas... E isso tem condicionado a minha vida. Para não ver a cara das minhas ex-amigas não quero ir para o mestrado que elas vão, prefiro outro. Aliás, prefiro até estudar noutra universidade... O problema é que não estou minimamente preparada para me aventurar sozinha num mundo completamente desconhecido! Não estou habituada a sair da "toca" e isso assusta-me!

 

Só sei que me sinto só, abandonada e triste!... Não vejo sentido nenhum na minha vida e não sei como superar isso! Como supero a perda de grandes amizades que nunca irão voltar? Não tenho ninguém com quem me distrair, divertir e abstrair-me! Tenho-me contentado a ver filmes, séries, a ler e a tomar calmantes e antidepressivos! Estou mesmo em baixo, não sei o que fazer! Porque é que quando tenho amigas, eu ou o destino as retiram de mim? Porque faço tantas asneiras? Talvez porque eu não mereça ter amigos nenhuns e o melhor mesmo é não os ter, porque quando eles se vão embora, o sofrimento é atroz!... O problema é que sem amigos a vida é um vazio tão, tão grande! Porque é que nós, seres humanos, não fomos feitos para sobreviver sozinhos? Porque temos sempre a necessidade de partilhar a nossa vida com os outros?

 

Não sei mais o que fazer sem ser deprimir-me mais e mais...

sinto-me:
música: There Are Times - Janis Ian

Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

I'm a misunderstood little bastard

 

Olá a todos! Sei que já não posto no blogue há já muito tempo e o mais provável é que isso continue.

Passei por cá para vos dar as novidades. 

 

  1. Já sou licenciada
  2. Não sei que mestrado irei seguir e onde
  3. Perdi as amigas que tinha na Universidade por intrigas e parvoíces
E basicamente é isto! Uma porcaria de vida, uma seca! Já não sei o que irei fazer mais comigo. Sou mesmo uma alma perdida, atormentada, uma autêntica desilusão, uma merda!
Ciao, até nunca!!!
sinto-me:

Domingo, 10 de Outubro de 2010

Já que 10-10-10 é dia de mudanças, vejam o vídeo abaixo e reflictam!

sinto-me:
música: Women's Worth - Alicia Keys

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Informações básicas

Este blog está oficialmente aberto!

 

Vou contar-vos, meus queridos leitores, como foram as minhas férias.

 

Fui exactamente para os mesmos sítios de sempre, mas mesmo assim foram bastante preenchidas.

Passeei poucas vezes, pois tinha muita ansiedade e ataques de pânico, exactamente por isso, fui ao psiquiatra e ele receitou-me Xanax e outros comprimidos para resolver os meus problemas.

Eu estava mesmo mal, muito ansiosa, mesmo sem haver razão; tinha ataques de pânico, dores no peito, obsessões e fobia da morte. Não vou dizer que agora, com 3 semanas de tratamento, já esteja bem, mas já estou melhor. Ainda tenho muita ansiedade e fobia da morte.

Vou ter de ser acompanhada por um psiquiatra durante uns tempos, ainda não tratamos disso...

 

Depois de desabafar sobre os meus problemas psiquiátricos, vou falar-vos das minhas férias, propriamente.

 

Este ano, particularmente, eu e a minha tia L. tornámo-nos muito cúmplices, por ela sofrer de depressão e ansiedade, tal como eu...

Estive com a minha avó, tios, primos, todos... Até alguns primos meus da França vieram jantar lá a casa um óptimo churrasco feito pelo meu pai e pelo meu tio D. Esta noite foi, particularmente, interessante: pelo facto de o meu francês já não ser o que era, pois já não o pratico há anos, como pelo facto de a minha prima M., de 11 anos, igualmente fluente em português e francês, fazer de tradutora. lool Gostei! Mas no dia seguinte iria ter de me despedir da minha primita franco-portuguesa, pois iria para França no dia seguinte.

Nesse dia, o meu tio J., a mulher, a minha prima C. e o marido vieram de Gaia fazer-nos uma visita a Trás-os-Montes.

No dia seguinte, fomos ao restaurante comer borrego. Eu, como não aprecio essa carne, comi alcatra com batatas fritas. Após o almoço, fomos ao "jardim" do café e vi lá um cãozinho que era tal e qual a minha cadela Pantufa, já falecida. Nunca tinha visto cão tão parecido! As cores, as zonas das cores, tudo! A única diferença é ele ser mais alto que a minha cadela, de resto mais nada! Fiquei triste, por ele ter um olho vazo, mas contente por ter visto um cão tão semelhante à minha adorada cadela!

Vi a minha prima J., que este ano anda à procura de emprego como recepcionista de hotel. Mas não consegue, não lhe valendo de nada ter sido a melhor aluna da escola, com média de 19, inclusive nos estágios! Com ela, fomos apanhar amoras silvestres, falámos, ouvimos histórias engraçadíssimas que o pai dela, meu tio-avô, contou.

 

Não sei, fui para os mesmos sítios, as pessoas eram as mesmas, mas gostei das minhas férias, talvez a primeira vez em anos! Será que mudei? Não sei! Toda a gente dizia que sim, mas não sei bem!... Espero bem que sim!

 

E, pronto! Já desabafei imenso com vocês! Espero que tenham gostado das férias!

 

sinto-me:
música: Maybe This Time

Domingo, 25 de Abril de 2010

Somos Livres - Ermelinda Duarte

 

Para comemorar o 25 de Abril de 1974, partilho convosco uma linda música de Ermelinda Duarte Somos Livres, um grande marco da geração de 70, que fala mesmo da liberdade! Espero que gostem!

 

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
sinto-me:
música: Somos Livres - Ermelinda Duarte

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Hoje é o meu aniversário!

 

 

É verdade! Hoje (20 de Abril de 2010), faço dezanove anos! E para comemorar deixo-vos com um lindo poema de Álvaro de Campos. intitulado de «Aniversário». Espero que gostem!

 

 

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

 

Autoria de: Álvaro de Campos

sinto-me:
música: 22 - Lily Allen

Terça-feira, 9 de Março de 2010

Carta de uma jovem - IMPRESSIONANTE‏

 

 

 

Ler com atenção e reflectir sobre o seu conteúdo .......

 

Fui à festa, mãe. Fui à festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma, exactamente o modo como me disseste que eu me sentiria. E que não deveria beber e de seguida conduzir.

Ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto.
Quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condições, fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz...
Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado'. Mãe, a voz parecia tão distante...
O meu sangue está por todo o lado e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'...
Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir!! E agora eu tenho que morrer. Então... Porque é que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas?
A dor está a cortar-me como uma centena de facas afiadas. Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao pai que ele tem que ser forte.
Quando eu partir, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura...
Alguém deveria ter dito àquele rapaz que é errado beber e conduzir. Talvez, se os pais dele o tivessem avisado, eu ainda estivesse viva...
Minha respiração está a ficar mais fraca mãe, e estou a ficar realmente com medo. Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada...
Gostaria que tu pudesses abraçar-me mãe, enquanto estou aqui esticada a morrer, gostaria de poder dizer que te amo mãe...

Então... Amo-te

Adeus...'
________________________________________
Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o jornalista ia anotando...


Muito chocado. Este jornalista iniciou uma campanha.


 

 


Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Amizade

 

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas
que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos
que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia,
das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano,
enfim… do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para o seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- “Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos
os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

 

Autor desconhecido, porém, há quem afirme que é de Fernando Pessoa.

sinto-me:
música: Friends Again - Janis Ian

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

A verdadeira magia do Natal

 

Era uma vez uma família, a família Borges constituída por sete elementos: Olinda, a sua filha Laura, o seu esposo Filipe e os filhos destes: Sara, a mais nova, André e Diogo, os dois gémeos, e a Rita, a mais velha. Aparentamente era uma família perfeitamente normal e unida mas, no entanto, não era bem o que parecia. Era difícil explicar o que lhes faltava porque não é nada que se explique facilmente, é algo que se sente. Mas, na verdade, nenhum deles dava muita importância a isso, bem, excepto a mãe, Laura. Esta era a única pessoa na família que demonstrava ter sentimentos.
Era dia 24 de Dezembro e para todos era um dia normal, tirando a decoração da casa. É claro que todos sabiam que era véspera de Natal, mas praticamente todos ignoravam esse dia.
Laura acordara nesse dia um pouco desanimada por pensar que naquele dia em imensos sítios, todas as famílias celebrariam o Natal, todos excepto a sua família.
No entanto, também com um pouco de esperança de a família ter mudado. Na verdade, em todos os Natais acordava com essa mesma esperança e preparava como se fosse tudo normal. Mas quando todos acordaram, Laura constatou que estavam impacientes e um tanto aborrecidos. Então perdeu a sua esperança. Foi para a cozinha comportando-se normalmente.
Quando toda a família se juntou à mesa para o pequeno-almoço, Laura ainda tentou a sua sorte, dizendo: «Feliz Natal». Em vão, todos continuavam na mesma.
E assim foi o resto do dia, até o telefone tocar. Foi a Rita quem atendeu e de seguida passou ao pai.
Depois duma longa conversa, o pai pousou o auscultador e dirigiu-se à família dizendo:
- Acabaram-me de telefonar e... tenho de fazer uma viagem ainda hoje para os Estados Unidos. É mesmo urgente!
- E quanto tempo lá ficas? - perguntou André, um dos gémeos.
- Não sei... - respondeu o pai.
- Mas amanhã é dia de Natal! - exclamou a Laura.
- É muito importante... - repetiu o pai.
E com mais um suspiro impaciente, foi para o quarto onde faria as malas. Dali a meia-hora, já as malas se econtravam junto à porta e o pai despediu-se de todos, um a um. Quando finalmente este se foi despedir da Laura, esta virou-lhe a cara. Todos começaram a olhar para ela surpreendidos com a sua reacção. Esta cerrrou os punhos e gritou para toda a família, o que lhe apetecia dizer à anos atrás. Estava farta de tudo aquilo, daquela falta de sentimentos por parte de toda a gente.
Quando deu por si, já várias lágrimas lhe escorriam pelo resto e todos olhavam para ela. Por fim, quando já não conseguia dizer mais nada, respirou fundo e olhou para todos à espera de uma reacção. Vendo que ninguém dizia nada, reforçou:
- Então? Não dizem nada?
- A mãe tem razão... - suspirou Rita. - Nesta casa, como em muitas outras, o Natal deveria ser celebrado. É verdade que todos sabemos que gostamos muito uns dos outros, mas nunca é demais lembrá-lo todos os dias, tanto com palavras, como com um simples gesto.
- Sim... - reforçaram Sara e Olinda.
- Também acho. - disse Diogo.
- Bem... - disse por fim, Filipe. - Acho que têm razão!
Finalmente, nesse Natal toda a família se reuniu, acendeu as velas, ceou e comportou-se como uma família normal, como sempre demonstrou ser, mas com muito mais sentimento, mais alegria. Porque realmente o Natal não se resume a palavras, não se explica facilmente, é uma coisa que se sente.
 
Texto da minha autoria

 

 

sinto-me:
música: A Thousand Years - Janis Ian

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