Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

Como superar uma amizade perdida

 

Olá, como já devem saber no post anterior disse que perdera as minhas amigas da universidade por intrigas e mal-entendidos. Não estou a dizer que sou inocente, pois tive, sem dúvida, culpa no cartório. Só sei que as perdi para sempre, amizades que me preenchiam e coloriam mais a minha vida! Mas como sempre arruinei tudo e estou para aqui sozinha, sem amizades nenhumas... E isso tem condicionado a minha vida. Para não ver a cara das minhas ex-amigas não quero ir para o mestrado que elas vão, prefiro outro. Aliás, prefiro até estudar noutra universidade... O problema é que não estou minimamente preparada para me aventurar sozinha num mundo completamente desconhecido! Não estou habituada a sair da "toca" e isso assusta-me!

 

Só sei que me sinto só, abandonada e triste!... Não vejo sentido nenhum na minha vida e não sei como superar isso! Como supero a perda de grandes amizades que nunca irão voltar? Não tenho ninguém com quem me distrair, divertir e abstrair-me! Tenho-me contentado a ver filmes, séries, a ler e a tomar calmantes e antidepressivos! Estou mesmo em baixo, não sei o que fazer! Porque é que quando tenho amigas, eu ou o destino as retiram de mim? Porque faço tantas asneiras? Talvez porque eu não mereça ter amigos nenhuns e o melhor mesmo é não os ter, porque quando eles se vão embora, o sofrimento é atroz!... O problema é que sem amigos a vida é um vazio tão, tão grande! Porque é que nós, seres humanos, não fomos feitos para sobreviver sozinhos? Porque temos sempre a necessidade de partilhar a nossa vida com os outros?

 

Não sei mais o que fazer sem ser deprimir-me mais e mais...

sinto-me:
música: There Are Times - Janis Ian

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Apoteose dos mortais

 

Na apoteose dos mortais,

Vai-se glorificando os banais,

Como uma espécie de medalha,

Que mais tarde virá a ser a sua mortalha.

 

Morrem os fracos, morrem os poderosos

Mas quem fica na história,

Não são os penosos,

Mas sim, os criminosos!

 

Matam, roubam,exploram,

Os mais pobres e necessitados,

Trabalham horas a fio como escravos,

Os pobres coitados!

 

Não é o artista que recebe o prémio,

Mas sim, o crítico que lhe anula o mérito,

Mas que depressa se vende ao grémo.

 

Neste grei onde tudo é injusto

Onde todo o povo é gazina,

Preconceituoso e esteriotipado,

Se auto-destrói e com isso não está preocupado.

 

Só se preocupam em ganhar dinheiro,

Alcançar os seus fins sem olhar a meios,

Desafiar e humilhar

Aqueles que eles acham que lhe são inferiores.

 

Os homens acham-se maiores que os Deuses,

Que há humanos que valem mais e outros menos,

Que os animais só servem para os servir

e os alimentar,

Que a natureza podem poluir,

E que o mundo todo podem governar!...

 

Como se pode glorificar

Seres assim?

Mas a estes só a sociedade respeita,

Aqueles que vivem de forma suspeita

E cheia de futilidade,

Àqueles que proclamam falsas ordens de solidariedade!

 

Podem-me chamar infantil,

Mas eu acredito que um dia haverá

Justiça no mundo!

Pois, a apoteose dos mortais

Só a Deus caberá!

 

5/10/2009

 

Poema da minha autoria

 

sinto-me:
música: Some People - Janis Ian

Sábado, 18 de Julho de 2009

A rapariga que calou o mundo por 5 minutos

 

 

Severn Cullis-Suzuki (nascida a 30 de Novembro de 1979) no Canadá é uma activista do meio ambiente e escritora.

Enquanto estudou na escola primária de Lord Tennesson, fundou a ECO (Environmental Children's Organization) na altura com 9 anos, com o propósito de aprender e ensinar outros jovens sobre questões ambientais.

Em 1992, quando Severn tinha 12 anos juntou algum dinheiro com alguns membros da ECO, com o fim de participar na Conferência da Terra no Rio de Janeiro (Brasil). A intenção, desse encontro, era introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento económico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.

Então, Severn discursou numa perspectiva de uma jovem preocupada com o futuro do seu planeta, com a poluição, com os animais em vias de extinção, com a pobreza, com o seu próprio futuro.

Esse discurso comoveu a audiência e os delegados e foi honorificada com o prémio United Nations Environment Program's Global 500 Roll of Honor em 1993 e no mesmo ano publica o seu primeiro livro: Tell the World, com a intenção de ensinar às famílias como ser mais ecológico.

Formada  em Ecologia e Biologia Evolutiva pela Universidade de Yale, Estados Unidos, sai pelo mundo dando palestras, defendendo a bandeira verde do ambientalismo.
O seu público alvo são estudantes e trabalhadores de instituições públicas e privadas. Nos seus discursos demonstra a sua paixão pelo tema e resgata valores já esquecidos. Desafia a sua plateia a assumir responsabilidades individuais e colectivas em prol do meio ambiente.
Desenvolve muitos projectos ambientais e participa de diversas expedições científicas.
Foi membro do Painel Especial de Aconselhamento de Kofi Annan – ex-Presidente da ONU.

 

Vejam então o tão famoso discurso de Severn na Conferência da Terra no Rio de Janeiro em 1992:

 

 

 

 

sinto-me: ambientalista
música: We Are The World - Michael Jackson

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Medo de dizer "Amo-te"

 

 

Um cientista coloca um ratinho numa gaiola.
No início, ele ficará a passear de um lado para outro, movido pela curiosidade. Quando sentir fome, ira em direcção ao alimento.
Ao tocar no prato, no qual o pesquisador instalou um circuito eléctrico, o ratinho levará um choque forte, tão forte que, se não desistir de toca-lo, poderá até morrer. Depois do choque, o ratinho correrá na direcção oposta ao prato.
Se pudéssemos perguntar-lhe se tem fome, certamente responderia que não, porque a dor provocada pelo choque faz com que despreze o alimento.
Depois de algum tempo, porém, o ratinho entrará em contacto com a dupla possibilidade da morte: a morte pelo choque ou pela fome. Quando a fome se tornar insuportável, o ratinho, vagarosamente, irá se mover em direcção ao prato. Nesse meio tempo, no entanto, o pesquisador desligou o circuito e o prato não esta mais electrificado. Porém, ao chegar quase a tocá-lo, o medo ficou tão grande que o ratinho terá a sensação de que levou um segundo choque. Terá taquicardia, os seus pelos se eriçarão e ele correrá novamente em direcção oposta ao prato. Se lhe perguntássemos o que aconteceu, a resposta seria:
- Levei outro choque!
Esqueceram de avisá-lo que a energia eléctrica estava desligada!
A partir desse momento, o ratinho vai entrando numa tensão muito grande. Seu objectivo, agora, é encontrar uma posição intermediária entre o ponto da fome e o do alimento que lhe dá uma certa tranquilidade. Qualquer estímulo súbito, diferente, que ocorrer por perto, como barulho, luminosidade ou algo que mude o ambiente, levará o ratinho a uma reacção de fuga em direcção ao lado oposto do prato.
É importante observar que ele nunca corre em direcção à comida, que é do que ele realmente precisa para sobreviver. Se o pesquisador empurrar o rato em direcção ao prato, ele poderá morrer em consequência de uma paragem cardíaca, motivada pelo excesso de adrenalina, causado pelo medo de que o choque primitivo se repita.
É provável que você esteja a perguntar-se:
"Muito bem, mas o que isso tem a ver com o medo de amar?"
Tem tudo a ver. Muitas vezes, vemos pessoas tomando choques sem sequer tocar no prato. Quantas vezes, esta semana, você teve vontade de convidar alguém para sair, para conversar, para ir a praia ou ao cinema, e não o fez, temendo que a pessoa pudesse não ter tempo ou não gostasse da sua companhia e, desse modo, acabou por se sentir rejeitado - sem ao menos ter tentado?
Quantas vezes você se apaixonou sem que o outro jamais soubesse do seu amor?
Quantas vezes você abandonou alguém, com medo de ser abandonado antes?
Quantas vezes você sofreu sozinho, com medo de pedir ajuda e ficar "dependente" de alguém?
Quantas vezes você se afastou de um grande amor, com medo de se comprometer?
Quantas vezes você não se entregou ao amor por medo de perder o controle da sua "liberdade"?
Quantas vezes você deixou de viver um grande amor com medo de sofrer de novo?
Quantas vezes você tomou um choque sem tocar no prato?

Pense nisso!
 

sinto-me: com amor para dar
música: Passion And Play - Janis Ian

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Mais cenas do caso Freeport

 

Já estou farta do caso Freeport! Segundo agora dizem o nosso primeiro-ministo, José Sócrates, recebeu 500.000 euros para deixar que se construísse o maior outlet da Europa numa zona protegida. Inclusive, a TVI afirma ter na sua posse um DVD que compromete o ex-ministro do Ambiente, actualmente primeiro-ministro de Portugal.

Nesse DVD, Charles Smith admite numa conversa que Sócrates é corrupto. Ora,

num comunicado divulgado sexta-feira à noite, o primeiro-ministro considerou essas afirmações falsas, inventadas e injuriosas. José Sócrates reiterou não conhecer Charles Smith "nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport".

José Sócrates então, processou a TVI por difamação.

Mas afinal o que é que se passa? Uns dizem que José Sócrates recebeu dinheiro de Charles Smith, outros (inclusive o próprio Smith e Sócrates) dizem que não e que nem sequer se conhecem.

Em que é que ficamos?! Estou farta desse jogo do gato e do rato, que mais parece uma caça às bruxas, arranjando sempre outros culpados, digamos que, menos afortunados. Pois, isso do primeiro-ministro ser corrupto a.k.a criminoso não é lá muito bonito e arrisca-se mesmo a ir para a cadeia.

Se a TVI foi processada por difamação, estando (quase de certeza) a dizer a verdade nua e crua, pergunto-me: "Onde está a liberdade de expressão"?

Será que o nosso governo do PS é um regime de extrema direita, mas com um nome de um partido de esquerda?

Até Manuel Alegre (um dos fundadores do PS) criticou o actual governo!

Será que isso acontece porque José Sócrates vivenciou os tempos de Salazar? Eu sempre soube que incutir os valores salazaristas aos jovens nas escolas era uma péssima ideia!

E vocês, o que acham disto tudo?

sinto-me: farta destas tretas

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Secretamente - Rita Guerra

 
Passo por ti, tu nem me vês
Só mais um dia, amanhã talvez...
E fico à espera de ver em ti
O sentimento que trago dentro de mim
Mas eu só posso imaginar, o que podia ser
Se eu te pudesse abraçar, se eu te pudesse ter


 

(Refrão)


 

Secretamente, à espera de um gesto...de um sinal
Secretamente, tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente, à procura de um toque...de um olhar
Secretamente, tentando saber se algum dia os nossos
mundos se irão cruzar...
Qual o caminho que irá dar
A esse teu mundo onde eu queria entrar?
E tantas vezes eu já sorri
Só por lembrar-me, só por pensar em ti
E eu só posso imaginar o que podia ser
Se eu te pudesse abraçar, se eu te pudesse ter


 

(Refrão)


 

Secretamente, à espera de um gesto...de um sinal
Secretamente, tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente, à procura de um toque...de um olhar
Secretamente, tentando saber se algum dia os nossos
mundos se irão cruzar...
 
 


secretamente - rita guerra

sinto-me: não correspondida
música: Secretamente - Rita Guerra

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Gosto de olhar para o céu

 

Gosto de olhar para o céu
Para ver as estrelas e a lua
Gosto tanto de olhar,
Para o lindo luar!

Queria visitar a lua
Numa nave espacial
Via tudo o que há no espaço
E teria uma prenda especial!

Ai tantas amizades queria fazer!
E os astronautas de certeza iam-me ver
E os extraterrestres iam-me visitar
E quando chegava a hora de dormir
A Lua sempre a sorrir
Cantava-me uma canção para adormecer!

Eu brincava com as estrelas.
Elas ensinavam-me brincadeiras
E eu ensinava-lhes jogos de muitas maneiras.
Seria tão bom conversar e brincar
Com a lua e as estrelas
Viajar no espaço.

P.S. Quando eu tinha 9 anos ganhei o prémio da Língua Portuguesa em Destaque pela Dra. Graça Castanho no concurso do Açoriano Oriental exactamente com este poema.

sinto-me:

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Hipocrisia ou demagogia?

 

Parece que se fez luz na penumbra de José Sócrates! Deu-lhe agora na telha que agora é a altura ideal para legalizar o casamento homossexual!...

E eu pergunto-me: "E quando houve aquela votação em Outubro para o legalizar e ele proibiu de votar sim, dormiu com os pés fora da cama?"

Bem... de Outubro para Janeiro é uma grande diferença!... Digamos de 3 meses!!!

Será que em 3 meses, o número de homofóbicos diminuiu? Hum... Não me parece!!!

Sempre que vejo debates sobre a homossexualidade, 99,99 % dos comentários são homofóbicos! O que só prova que os portugueses sofrem de uma cegueira total, devido ao preconceito anormal que lhes incutiram desde putos.

E os fundamentos desta "raça" (homofóbicos) são sempre os mesmos: a homossexualidade é contra-natura, é contra Deus, não há reprodução, é feia, é nojenta e coisas deste tipo. Enfim... comentários de gente ignorante...

Acho muito bem que as pessoas que se amam se devam casar, se assim bem o entenderem. Para já, na Constituição Portuguesa (a mãe de todas as leis) diz que qualquer indivíduo tem direito a casar-se e a constituir a sua família e num outro artigo afirma-se que não se pode descriminar as pessoas pela sua orientação sexual.

Então (é só juntar as premissas e chega-se logo a esta conclusão): Proibir as uniões homossexuais é INCONSTITUCIONAL. Por outras palavras: é CRIME!

Por isso, é de louvar esta atitude de José Sócrates (embora seja uma promeça eleitoral e praticamente impossível de concretizar).

Por isso, se a minoria quiser fazer a força, tem simplesmente de se unir, mostrar argumentos convincentes e lutar de cabeça erguida pelos seus direitos.

Ser-se homossexual não é doença (como provam os estudos clínicos) e não é uma escolha (só um otário escolheria ser gay, pois não é nada fácil e os heteros têm a papinha toda feita, ou seja, seria um masoquista parolo) e pura e simplesmente querem ser felizes ao lado da pessoa de quem amam e serem respeitados. (Custa muito)?

Quem quer respeito, tem de respeitar. Por isso, meus "amigos" homofóbicos não se espantem de os homossexuais não vos respeitarem, porque é muito BEM FEITO!!!

 

Sejam felizes independentemente da vossa orientação sexual!

Quanto ao JS, ele é um hipócrita e um demagogo...

sinto-me:
música: Demagogia - Lena D'Água

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Bailarico Inglês - II Parte


 
Deitou-se e continuou a ler o livro. A história era cada vez mais bonita.
Antes de ir dormir, Alexandra foi há casa de banho e quando se viu ao espelho viu o seu rosto, mas estava um bocado diferente. Estava mais bonita, tinha um colar de pérolas e um tiara no cabelo.
Assustou-se. Viu o espelho a remexer-se. Tocou e sentiu-se a ser sugada lá para dentro.
Alexandra aterrou num sítio escuro e sentiu-se um bocado atordoada , mas depressa recuperou.
Apalpou a parede e conseguiu abrir a porta. Um fio de luz iluminou o compartimento e viu que se tratava de uma pequena sala com um grande espelho.
Alexandra ouviu música a tocar e pessoas a rir e a conversarem e dirigiu-se para lá.
- O baile! - exclamou Alexandra.
Viu casais a dançar com roupas do século XVIII.
Olhou para si. Também estava vestida de um lindo vestido azul.
Reparou no conde William sentado no cadeirão, a olhar para o baile vagamente.
Alexandra estava eufórica. Como foi ali parar? Será que tudo ali era um sonho? Foi para o centro da pista de dança sem acreditar no que estava a ver.
Conde William reparou na linda mulher vestida de azul.
- Quem é aquela mulher?
- Não sei. - respondeu o duque George.
Conde William ficou maravilhado. Desceu do cadeirão e foi ter com ela.
- Quem sois vós? - questionou ele.
Alexandra virou-se e assustou-se.
- Chamo-me Alexandra. - respondeu.
- Sou o conde William de Gales. - apresentou-se o senhor. - E vós sois o quê?
- Eu sou duquesa de Bragança. - mentiu ela.
- Onde fica isso? - interrogou o conde.
- Em Portugal. -respondeu ela.
- Sois portuguesa? - espantou-se o conde. - Não sabia que havia mulheres tão lindas em Portugal! Mas não me lembro de ter convidado nenhuma duquesa de Portugal!?
Alexandra engoliu em seco. Tinha posto a pata na poça. Estava feita, teria que sair dali o mais depressa possível.
Mas de facto, a sorte estava do lado de Alexandra. O duque George interrompeu a conversação de ambos.
- Interrompi-vos? - inquiriu o duque George.
- Não. - respondeu Alexandra, prontamente.
- Sou o duque George de Glasgow. - apresentou-se.
- Sou a duquesa de Bragança. -respondeu ela.
Conde William reparou que o Duque George de Glasgow estava visivelmente interessado em Alexandra e não conseguiu deixar de sentir uma pontinha de ciúmes e resolveu convidá-la para dançar.
O conde fez uma pequena vénia e pegou na mão de Alexandra e interrogou:
- Quereis dançar comigo?
- Sim. - aceitou ela.
Dançaram durante uma hora e a cumplicidade entre os dois aumentava em cada pezinho de dança.
- Nunca vi homem tão romântico! - suspirou Alexandra.
- Quero mostrar-vos o meu palácio. - informou o conde.
William levou Alexandra ao jardim do palácio e ela não deixou de reparar na beleza deste e no belo lago de cisnes.
Ouvia-se a música nitidamente e continuaram a dançar mais um pouco e depois passearam entre os jardins.
William pegou nas mãos de Alexandra, beijou-as e de seguida deu-lhe um beijo apaixonado.
- Amo-vos! - declarou-se ele.
Alexandra sentiu-se confusa. Era a primeira vez que alguém se havia declarado a ela e ainda por cima um conde de rara beleza.
Alexandra deixou-se levar pelos sentimentos e pelo romantismo do momento.
- Também vos amo. - acabou por dizer.
Deram mais um beijo apaixonado.
- Venha, vou mostrar-lhe a minha parte preferida do palácio. - informou o conde.
Ele levou-a para dentro e dirigiu-se à sala dos espelhos.
Foi ali que tudo começara.
- Adoro esta sala. Foi aqui que nasci. - informou ele.
William pegou nas mãos de Alexandra, beijou-a e disse que a amava incondicionalmente, mesmo sendo a primeira vez que se tinham visto.
- Quero sentir-te. - disse o conde.
Alexandra encontrava-se perto do espelho gigante e no mesmo instante em que o conde se preparava para desabotoar os botões do vestido, Alexandra foi sugada pelo espelho e encontrou-se de novo na casa-de-banho. Olhou para si, estava de pijama. Olhou para o espelho e viu-se tal e qual na realidade, tocou-o e não se sentiu sugada.
Alexandra correu para o quarto e leu o livro até ao fim e o que leu foi impressionante: a história era tal e qual com o episódio pelo que ela tinha passado.
Alexandra reflectiu sobre o assunto. Ficou com saudades do conde William de Gales e dos momentos que passaram juntos. Apaixonou-se irremediavelmente por ele. Tinha de arranjar uma maneira de regressar ao palácio, acabar o amor que não chegaram a fazer.
Mas na verdade, Alexandra nunca mais conseguiu lá regressar e envelheceu solteira e virgem e nunca mais viu o homem da sua vida e pensou no que tinha acontecido e chegou à conclusão que o livro era mágico e só depois percebeu o verdadeiro significado da 2ª frase da capa do livro: "Uma viagem ao Mundo da Fantasia". Tudo o que ela tinha vivido não passara de uma ilusão que ela própria tinha criado e acabou por morrer de desgosto por ter desperdiçado a sua vida com uma fantasia.
sinto-me:
música: Deixa-te levar - TT

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Sou um evadido

 

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah! mas eu fugi.

 

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do  mesmo ser

Por que não se cansar?

 

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

 

Ser um é cadeia,

Ser eu não é ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

 

Fernando Pessoa

sinto-me: a estudar
música: Cidade Até Ser Dia - Anabela

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